quinta-feira, 21 de junho de 2012

OS HOMENS FALAM POUCO


Falar pouco e resumidamente é uma característica masculina. É fato. Quando o homem fala muito, é bem provável que ele esteja com algum problema que lhe altera a emoção. A ansiedade - por exemplo - faz com que ele fale bastante.

Todavia, existem exceções. Um homem emocionalmente equilibrado, pelo simples fato de falar muito, não pode ter sua masculinidade questionada. É possível que ele faça parte da minoria que não apresenta essa característica marcante ...

Considerando, portanto, as exceções que não podem ser ignoradas, é fácil observar que a parcimônia no uso das palavras e a omissão de detalhes caracterizam os diálogos masculinos.

Se nos recordarmos do acidente ocorrido na piscina, automaticamente nos lembraremos do "diálogo" estabelecido entre a esposa e o marido, quando ela o informou sobre o acontecimento.

Agora, vamos imaginar o marido contando o mesmo acidente para a esposa, ao chegar em casa. Seria mais ou menos assim:

- O Juninho cortou o lábio na piscina!

Pronto! Para ele, toda a informação necessária já foi dada. Não há necessidade de entrar em detalhes.

Mas a mulher quer saber mais ... Então, ela pergunta a que horas o fato ocorreu e com quem o menino estava: quer saber se cortou muito, se os pais dele já estão sabendo ... e por aí vai!

O marido "não agüenta" dar todas essas informações. Suas respostas vão ficando cada vez mais curtas e tornam-se monossilábicas. Ela interpreta isso como falta de atenção e alega que ele não gosta de contar as coisas para ela. Fica magoada ... e aí surge mais um problema na vida matrimonial.

Mas, por que o homem "não agüenta" dar as informações que a esposa gostaria de saber?

Porque - segundo Allan e Bárbara Pease - homem usa por dia, aproximadamente, 7.000 "palavras", sendo 3.000 palavras articuladas, 2.000 sons vocais e 2.000 sinais de linguagem corporal.

No desenvolver das suas atividades profissionais ou sociais, durante o dia, é comum que o homem já tenha utilizado as suas 7.000 "palavras".

Então, ele realmente não agüenta falar mais nada. Ao voltar para casa, tudo que ele mais deseja é ficar calado.

A esposa, que ainda não despendeu as 21.000 "palavras" dela, está com a máxima disposição para conversar, enquanto que o marido "morre", se tiver que falar mais alguma coisa!

Outro fator extremamente importante a ser considerado é que o relacionamento com base no diálogo é prioridade só da mulher.

Para o homem, a prioridade é o relacionamento com base na solução de problemas. Característica masculina, que também foi consolidada através dos séculos, atendendo às necessidades dos nossos antepassados.

Lembrando ainda o acidente ocorrido na piscina, podemos observar que, imediatamente após a esposa relatar o acorrido, o marido suspira e pergunta:

"Mas você quer que eu faça o quê?!".

Ele, o marido, cuja prioridade no relacionamento é a solução de problemas, supõe que a esposa está lhe dizendo tudo aquilo para que ele tome uma atitude ... E não é isso que ela pretende. Ela está simplesmente contando ...

As diferenças que caracterizam o comportamento da mulher e do homem podem causar muita insatisfação na convivência conjugal e, por conseqüência, ressentimentos e mágoas de longa duração, infelicitando o casal.
É possível evitar esses infortúnios e almejar um casamento feliz? Sim, é possível!



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