Falar pouco e resumidamente é uma
característica masculina. É fato. Quando o homem fala muito, é bem provável que
ele esteja com algum problema que lhe altera a emoção. A ansiedade - por
exemplo - faz com que ele fale bastante.
Todavia, existem exceções. Um
homem emocionalmente equilibrado, pelo simples fato de falar muito, não pode
ter sua masculinidade questionada. É possível que ele faça parte da minoria que
não apresenta essa característica marcante ...
Considerando, portanto, as
exceções que não podem ser ignoradas, é fácil observar que a parcimônia no uso
das palavras e a omissão de detalhes caracterizam os diálogos masculinos.
Se nos recordarmos do acidente
ocorrido na piscina, automaticamente nos lembraremos do "diálogo"
estabelecido entre a esposa e o marido, quando ela o informou sobre o
acontecimento.
Agora, vamos imaginar o marido
contando o mesmo acidente para a esposa, ao chegar em casa. Seria mais ou menos
assim:
- O Juninho cortou o lábio na
piscina!
Pronto! Para ele, toda a
informação necessária já foi dada. Não há necessidade de entrar em detalhes.
Mas a mulher quer saber mais ...
Então, ela pergunta a que horas o fato ocorreu e com quem o menino estava: quer
saber se cortou muito, se os pais dele já estão sabendo ... e por aí vai!
O marido "não agüenta"
dar todas essas informações. Suas respostas vão ficando cada vez mais curtas e
tornam-se monossilábicas. Ela interpreta isso como falta de atenção e alega que
ele não gosta de contar as coisas para ela. Fica magoada ... e aí surge mais um
problema na vida matrimonial.
Mas, por que o homem "não
agüenta" dar as informações que a esposa gostaria de saber?
Porque - segundo Allan e Bárbara
Pease - homem usa por dia, aproximadamente, 7.000 "palavras", sendo
3.000 palavras articuladas, 2.000 sons vocais e 2.000 sinais de linguagem
corporal.
No desenvolver das suas
atividades profissionais ou sociais, durante o dia, é comum que o homem já
tenha utilizado as suas 7.000 "palavras".
Então, ele realmente não agüenta
falar mais nada. Ao voltar para casa, tudo que ele mais deseja é ficar calado.
A esposa, que ainda não despendeu
as 21.000 "palavras" dela, está com a máxima disposição para
conversar, enquanto que o marido "morre", se tiver que falar mais
alguma coisa!
Outro fator extremamente
importante a ser considerado é que o relacionamento com base no diálogo é
prioridade só da mulher.
Para o homem, a prioridade é o
relacionamento com base na solução de problemas. Característica masculina, que
também foi consolidada através dos séculos, atendendo às necessidades dos
nossos antepassados.
Lembrando ainda o acidente
ocorrido na piscina, podemos observar que, imediatamente após a esposa relatar
o acorrido, o marido suspira e pergunta:
"Mas você quer que eu faça o
quê?!".
Ele, o marido, cuja prioridade no
relacionamento é a solução de problemas, supõe que a esposa está lhe dizendo
tudo aquilo para que ele tome uma atitude ... E não é isso que ela pretende.
Ela está simplesmente contando ...
É possível evitar esses
infortúnios e almejar um casamento feliz? Sim, é possível!
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